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| Zéfiro e Jacinto, 480 a.c. |
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| Khnumhotep e Niankhkhnum, 2400 a.c. |
Outras religiões, entretanto, Veem a prática homossexual de maneira diferente. Em religiões principalmente orientais, a homossexualidade era vista como uma forma válida de amor. O budismo, por exemplo, prega a tolerância, ainda que parte da comunidade budista oriental seja conservadora quanto à isso, o budismo tem uma grande comunidade gay, principalmente no ocidente. O hinduísmo tem opiniões divergentes quanto à prática homossexual. Ainda que grande parte dos hindus aceite a homossexualidade como uma forma válida de amor, outras tradições hindus seguem o Código de Manu, que entre outras passagens, condena a prática homossexual como crime punível.
Surpreendentemente, a homossexualidade ainda era tida como um crime no ocidente em meados do século XX. Apenas em 1967, o Reino Unido desciminalizou o ato homossexual, e a comunidade gay não possuía direitos igualitários no ocidente até meados dos anos 70. Com certeza, um dos maiores exemplos de intolerância do século passado foi a condenação de Alan Turing. Caso não saibas quem
foi Alan Turing, foi um matemático da computação britânico, um dos inventores do computador (você, homofóbico convicto, saibas que estás usando o fruto do trabalho de um homossexual!), condenado à morte pela justiça inglesa em 1954 por ser gay.
Um dos maiores passos em direção à igualdade foi, com certeza, quando a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos mentais em meados de 1973.
| Alan Turing, matemático inglês condenado à morte em 1954 por ser homossexual |
Sem dúvida o assunto veio realmente à tona para discussão em todos os meios, depois que a Suprema Corte dos EUA legalizaram o casamento igualitário para pessoas do mesmo sexo em todo o país, para a frustração dos republicanos. Uma das melhores notícias que vi o ano todo, se não a melhor, em meio à tanta notícia ruim que é processada para você pela televisão. Muitos demonstraram satisfação, outros demonstraram insatisfação. Desde a campanha da foto com filtro em arco-íris no facebook, a 'hashtag' #lovewins que circulou a internet, aos intolerantes que compartilharam a foto da criança africana faminta com filtro de arco-íris demonstrando insatisfação.
Ainda que mascarada, a homofobia está sim presente no Brasil, e muito forte. Quem nunca ouviu aquela pessoa super-intolerante dizer coisas como "nada contra, mas quero longe de mim." ou ainda "não tenho nada contra, até tenho amigos gays, mas acho que eles são pecadores.", ou pior e mais clichê, "nada contra, mas o que vou explicar pro meu filho quando tiver dois homens se beijando na rua?". Aviso prévio e lição para a vida, nada de bom sai da boca de alguém se começar com "nada contra mas...". E realmente ver casais, sejam eles hétero ou homossexuais, 'se agarrando' em público não é das melhores coisas, mas francamente, se um casal hétero pode dar demonstrações de afeto em público, por que um casal homossexual não pode? Cadê a igualdade? E sinceramente, qual a real diferença entre um beijo gay e um beijo hétero? O que tem num beijo gay que o incomoda tanto?
Acho que o mais engraçado disso tudo, são os homofóbicos hipócritas. Eles se assumindo ou não homofóbicos, ambos se mostram a escória dos homofóbicos. São os homofóbicos que são contra a homossexualidade, mas somente quando é entre homens. Se for entre mulheres, pode. "Mulher é mais liberal", como já ouvi pessoalmente. E são, geralmente, estes, os maiores consumidores de pornografia lésbica.
E. por fim, o que respondo em toda pergunta do tipo; sou sim, a favor do casamento igualitário e da adoção de crianças por casais homossexuais. Sou sim, a favor da homossexualidade como forma válida de amor. Eu sim, aceitaria um filho gay com o maior amor e afeto. E não, eu não sou homossexual.


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